Viajar com cão: o que muda do Brasil para o exterior
1) Voo nacional (dentro do Brasil): o que observar
Regras da companhia aérea: transporte em cabine ou no porão depende da política de cada empresa (limite de peso/dimensões, cotas por voo, espécie permitida). Consulte sempre a política atual antes de comprar
Documentos: normalmente, carteira de vacinação em dia e atestado veterinário recente (exigências variam por companhia).
Limites práticos: número de pets por voo e por passageiro pode ser diferente entre empresas e entre voos nacionais e internacionais. Ex.: algumas informam até 3 pets no Brasil e até 5 no exterior, sempre com cotas por cabine
Padrão técnico: as dimensões e requisitos da caixa seguem orientações do setor e do LAR/IATA, mesmo em voos nacionais.
2) Voo internacional: exigências extras e prazos
CVI obrigatório: para sair do Brasil, é necessário o Certificado Veterinário Internacional (CVI) emitido pelo MAPA, além de cumprir as exigências do país de destino (microchip, vacina antirrábica com prazos, eventuais tratamentos parasitários, formulários). O e-CVI pode ser solicitado online para diversos destinos.
Passaporte x CVI: o CVI é emitido a cada viagem; passaporte pode ser aceito por alguns destinos, mas a regra prática é seguir o que o país exige. Para o Mercosul, o CVI passou a ser obrigatório por portaria de 2024.
Conexões e trânsito: países de conexão podem exigir requisitos próprios, mesmo sem saída da área de trânsito. Planejamento precisa considerar todos os trechos.
Limites e política: cabines internacionais costumam ter regras específicas (peso combinado pet + caixa, medidas sob o assento, espécie), definidas pela companhia.
3) Caixa de transporte e bem-estar: o padrão que vale para todos
O IATA Live Animals Regulations (LAR) é o padrão mundial, atualizado anualmente; descreve medidas, ventilação mínima, materiais e segurança da caixa. A cartilha setorial brasileira também orienta dimensões mínimas e adaptação prévia do animal.
A caixa precisa permitir ficar de pé sem encostar, virar 360° e deitar com conforto; ventilação e resistência são fundamentais. Adaptação semanas antes reduz estresse e melhora a experiência do cão.
Viagens tranquilas começam no planejamento certo. Em voos nacionais, atenção às políticas da companhia; em internacionais, o CVI e as exigências do destino são decisivos.